Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Abril, 2012

com um je ne sais quoi de angelical.

 

Brocky Károly, Retrato de Ottilia Medgyaszay, 1833.

 

Alfred Stevens, Dama lendo, 1856.

 

Friedrich von Armeling, s/t, c.1870.

 

Pierre Auguste Cot, Ofélia, 1870.

 

William-Adolphe Bouguereau, Livro de histórias, s/d.

 

Adolphe Etienne Piot, A leitora, s/d.

 

Leon François Comerre, Garota com coroa dourada, s/d.

 

Kamir Kaufman, Mulher lendo, 1921.

 

Joseph Alleman, O companheiro, 2001.

 

Gabrielle Bakker, A leitora, 2007.

 

 

 

Read Full Post »

Fiquei com uma impressão muito forte desse livro. Por causa das imagens fortes e da atmosfera tensa, a leitura foi acompanhada de um sensível incômodo do início ao fim. Tenho isso de ser psicologicamente afetado pela leitura (na verdade, só considero o livro – ou a leitura – bem-sucedido se me vi afetado de alguma forma). E foi devido à densidade da obra que me demorei um pouco mais do que o normal para um livro tão curto. Depois de já ter percebido do que se tratava, cheguei a pensar: ‘Ainda bem, ainda bem que são só 200 páginas’.

Porque o livro de Remarque é terrível; totalmente bem-sucedido em sua proposta de dar ao leitor a impressão do trauma que viveu a geração do autor durante a primeira guerra mundial. O fato de ser escrito em primeira pessoa torna tudo diferente, assim como o fato de o próprio autor ter combatido na guerra (e diga-se de passagem: do lado alemão, mais massacrado). A obra é a história de Paul Baümer, que entra na guerra aos dezoito ou dezenove anos, vive sua experiência transformadora e morre aos vinte, no final de outubro de 1918, alguns dias antes dias antes de a guerra terminar. Sua morte é banal, e o título do livro vem daí, nada de novo no front. Os laços de companheirismo, bem como toda demais relação humana, são modificados pelas circunstâncias da guerra, de modo que o protagonista sente-se esvaziado de memória, de identidade e de tudo mais que caracteriza um sujeito. Seu grupo de amigos, que vinha desde o colégio, se desfaz. Sem dúvida, é um dos livros mais tristes e marcantes que li.

Edição: L&PM, 2008. Tradução: Helen Rumjanek.

Read Full Post »

nem sempre têm baixos os olhos.

 

Alexey Tyranov, Retrato de uma menina, 1850.

 

José Ferraz de Almeida Júnior, Moça com livro, s/d.

 

Léon François Comerre, A bela leitora, s/d.

 

Marie Spartali Stillman, Beatriz, 1895.

 

Elizabeth Adela Forbes, s/t, 1904.

 

Haskell Coffin, A dona-de-casa de hoje em dia, 1918.

 

Tamara de Lempicka, A polonesa, 1933.

 

Mary Alayne Thomas, Migração, 2004.

 

Slava Groshev, Garota sênior, 200-.

 

Jean Monti, Retrato, 200-.

 

Read Full Post »

Livro antigo, daquele estilo ‘grandes homens’, meio biográfico, meio analítico. Apesar do caráter laudatório, não é de todo ruim. Uma leitura leve, instrutiva no factualismo básico durante o governo do cardeal. Esse tipo de livro de história também é bom por causa das curiosidades, pelas quais esses historiadores de escrita tradicional parecem ter uma queda, por exemplo: Richelieu, de cama, era alimentado de hora em hora com uma colherada de gema de ovo. Que curioso, não? Será que era uma gema inteira em cada colher? Talvez isso merecesse uma nova pesquisa.

O que move os acontecimentos, nesse livro, ao que me pareceu, são os ciúmes, os sentimentos, as rivalidades pessoais entre as pessoas de projeção. Na leitura, isso nem sempre é ruim: se o historiador souber escrever de verdade, a abordagem da história sob a forma de enredo trágico (ou mesmo cômico) pode ser ótima para o resultado final do livro, pode até instruir mais facilmente sobre as intrigas e dilemas cuja força não nos parece muito nítida hoje; se não souber, porém, pode ser ridículo. Esse livro é um meio-termo.

Edição: Zahar, 1963. Tradução de Waltensir Dutra.

Read Full Post »

têm o sorriso mais bonitinho.

 

Gabriel Ferrier, Mulher lendo. c. 1869.

 

Ilya Repin, Menina lendo, 1876.

 

Julia Beck, Autoretrato, 1882.

 

Albert Lynch, Leitura quieta, s/d.

 

James Tissot, Lendo um livro, 1890.

 

Adolphe Piot, Jovem lendo um livro, 190-

 

Victor Gabriel Gilbert, Menina lendo, 191-.

 

Guglielmo Zocchi, Leitura divertida, s/d.

 

Valeria Kotsareva, s/t, 1997.

 

Irisz Agocs, Lendo outra vez, 200-

 

 

 

 

 

 

Read Full Post »

O livro de Gabrielle Colette me surpreendeu. Nunca tinha lido nada dela, mas, não sei, talvez por nunca ter ouvido grandes elogios por aí, não esperava algo tão forte. Enganei-me, claro. Apesar de não muito falada, Gabreille Colette é uma grande escritora.

A Vagabunda é o romance de um trecho da vida de uma artista do music hall francês do início do século XX. Circunscrita às impressões e devaneios da protagonista, a narrativa é de grande carga emocional, sem, no entanto, tornar-se melodramática em excesso. Tem trechos de grande beleza, sobretudo aqueles em que a sensibilidade da  personagem às nuances do ambiente é posta em evidência (em parte alguma do livro, o leitor deixa de perceber as passagens de estação, a história se passa entre um outono e uma primavera). Além da beleza, e acredito ser este o forte da obra, há grande complexidade psicológica nos dramas da protagonista. Pelo meu estilo de ler, tendo a deixar em segundo plano as queixas existenciais dos personagens, por falta de paciência mesmo. Não pude fazer isso nessa obra, porque a autora usa o cenário e a condição da personagem para salientar os dramas femininos, e o faz com tamanha habilidade que as angústias de Renée Néré juntam à obra muita importância sociológica.

Edição: Abril, 1971. Tradução: Juracy Daisy Marchese.

 

Jacques Humbert, Retrato de Colette aos 23 anos, 1896.

Read Full Post »

em azul escuro, celeste, marinho, turquesa.

 

Pierre-Auguste Renoir, Camille Monet lendo, 1876.

 

Charles Edward Perugini, Menina lendo, 1879.

 

John White Alexander, Aleteia, 1895.

 

Konstantin Somov, Dama em azul - retrato da artista Yelizaveta Martynova, 1900.

 

Theodore Earl Butler, Lili lendo na casa Butler em Giverny, 1908.

 

Felix Vallotton, O retorno do mar, 1924.

 

Lilla Cabot Perry, Menina ruiva lendo, s/d.

 

Frederick Carl Frieseke, Menina azul lendo, 1935.

 

Ivan Olinsky, Uma mulher lendo, s/d.

 

Balvi, A hora do chá, 199-.

 

 

Read Full Post »

Older Posts »