Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Julho, 2011

Dalessius é calígrafo e possui uma relíquia. Pobre e obsessivo, conta sua misteriosa história, em que o rodeiam duas companheiras permanentes: a escrita e a morte.

A relíquia é o coração de Voltaire. Dalessius, após um difícil início de carreira, é enviado a Ferney para o cargo de calígrafo do filósofo. Porém, pouco tempo após sua chegada, é enviado a Toulouse para acompanhar em segredo o caso de Jean Calas, protestante condenado à morte, acusado de ter matado o filho que convertera-se ao catolicismo. Em Toulouse, conhece Kolm, ex-carrasco, maculado para sempre por seu antigo ofício e condenado a não tocar em nada nem ninguém senão por uma mão mecânica que carrega na ponta de um bastão.

Uma mulher misteriosa chama a atenção de Dalessius. Na viagem a Toulouse, feita no chamado Correio Noturno (transporte de mortos para suas cidades natais), cujo dono era seu tio, Dalessius se deparou com uma moça, um cadáver surpreendentemente vivo e belo. Apaixonado pela morta, assombrou-se quando, na cidade, a viu na janela de uma casa de prostitutas. No momento em que ia falar-lhe, invadem a casa monges dominicanos degolando todas as moças. Por um acontecimento extraordinário, descobrimos que a moça é um autômato que simula perfeitamente uma humana.

O livro é assim. Com recursos do imaginário fantástico do futurismo pré século XX, a história é tomada por dispositivos mecânicos que, junto de artes como escultura, caligrafia e pintura, dão um ar metafórico a tudo – coisa, aliás, bem voltairiana. O autômato que copia o homem com perfeição é tradicionalmente uma metáfora da falsidade da vida, assim como o ofício de calígrafo, que tem seu sentido na forma das letras e palavras, não em seu sentido ou verdade. A história é sobre a sedução do irreal.

Talvez seja por isso que a morte, critério último que acusa a vida, tenha um papel tão constante na novela. Ela nunca sai de cena. Vejam só: os pais de Dalessius morreram em um naufrágio; ele leva o coração do filósofo defunto; viaja na companhia de cadáveres; cuida da correspondência de Voltaire, a qual é repleta de ameaças de morte; vai a Toulouse em virtude do caso Calas (duas mortes); conhece um ex-carrasco (que agora tinha como emprego lavar corpos); a chacina na casa das prostitutas. Após isso tudo, parte da história se passa em um cemitério, há uma menção ao Apocalipse e são apresentadas, na Faculdade de Medicina,  máquinas de execução mais eficientes, entre elas a Halifax.

Além da morte, também a escrita é algo que sempre está ali. Pelo ofício do protagonista, certamente, mas também pelas descrições do mundo por olhos tão acostumados a pena e tinta. A caligrafia é uma arte de mistérios, delineada como uma alquimia. Uma variedade de tintas, penas, tinteiros, ingredientes, dão à escrita os mais variados e fabulosos efeitos. Desde cores que desaparecem até aquelas que matam. Os momentos em que escrita e morte se encontram são os grandes momentos da novela: o assassinado da jovem com o Novo Testamento transcrito em seu corpo, a degola de Silas Darel com a pena do protagonista, etc.

A morte pela pena e o traço definitivo; a paixão por uma moça que se confunde com as estátuas do porão da Academia de Artes; a decadência do calígrafo e do carrasco na aurora da imprensa e da guilhotina. A novela é rica em metáforas e muito bem escrita. Apesar de, a certa altura, a narrativa parecer um amontoado de fatos incompreensíveis entre si, após se perceber que o protagonista compartilha dessa impressão com o leitor, sabe-se que, na verdade, é apenas mistério.

Read Full Post »

Ontem à noite, o StudioClio apresentou o embate entre os contos de Machado de Assis e os de Tchecov, dando continuidade ao Sport Club Literatura, que começou com a partida Orgulho e Preconceito (Austen) contra Middlemarch (Eliot), há umas semanas. Trata-se de um encontro em que são confrontados aspectos diversos das obras com vistas a obter um placar. A partida é conduzida por uma dupla de juízes, mas a torcida tem liberdade para interferir a qualquer momento. É, no mínimo, instigante.

Ontem, eu dizia, foram os contos de Machado contra os contos de Tchecov. A primeira coisa que me perguntei foi: que contos? Bom, foi também a primeira coisa que os juízes deixaram claro. Escolheram três contos de cada: Missa do Galo, A Cartomante e Pai contra Mãe, de Machado; O Beijo, A Dama do Cachorrinho e Angústia, de Tchecov. Pretendiam chegar ao resultado opondo os contos, nessa ordem, e vendo qual levaria a melhor sobre o outro, mas acabaram avaliando aspectos mais genéricos dos autores, de modo que a discussão foi muito mais interessante do que teria sido do outro jeito.

O resultado final, eu já previa, foi uma vitória fácil de Machado de Assis. 3 a 1. Pelo que pude compreender, os gols do brasileiro deveram-se a: capacidade de prender o leitor do início ao fim do conto; o fato de ter erguido sua obra sem ter sido precedido de um grande escritor em língua portuguesa (o que não acontece com Tchecov, que escreveu sob a sombra de Dostoiévski e Gógol); e pela elaboração linguística (gol chorado por um dos juízes, uma vez que essa é uma dimensão que escapa à obra do escritor russo, a que só temos acesso sob o filtro da tradução). O gol de Tchecov foi em razão da ambiguidade de seu texto, sobretudo em Angústia, a forma como exprime uma gravidade por meio de descrições aparentemente inocentes, seu jogo de imagens (o que, afinal, também não falta em Machado). Para os juízes, Tchecov perde por causa do peso de seu texto (“zagueiro russo”) e pelo excesso de explicações, não deixando espaço para o leitor. No entanto, nada me faz deixar de pensar que Machado só ganhou porque jogou em casa.

Vou deixar aqui, rapidamente, a minha versão do jogo, pois, antevendo o resultado pró-Machado, publicamente correto, não achei que fosse vão imaginar minha partida particular.

Não me atenho à escolha dos contos (Machado estava com seus melhores; Tchecov, não. O Beijo foi escolhido como um conto fundamental, mas, no jogo, só foi criticado – Varka, ou Sonhos, teria feito muito mais justiça ao que o autor tem de melhor), pois a decisão recaiu sobre características gerais.

Muito bem, poderíamos começar por algo como agudeza intelectual, perspicácia. A capacidade de ser incisivo, direto, sem ser vulgar. Brincar com o raciocínio do leitor, jogar com suas expectativas, escrever inteligentemente. Qual a língua mais afiada? Ora, certamente a de Machado. Tchecov, pelo que conheço, também tem sua agudeza, mas, de fato, ela não parece ser tão objetiva quanto a de Machado. Em minha avaliação amadora, mas amante, é 1 a 0 para Machado de Assis.

Um segundo critério poderia ser algo como “quem fez mais escola”. Claro que isso é totalmente exterior aos contos, e mesmo aos autores. Mas, vamos lá, com isso também reflito sobre minha própria posição de leitor. Machado de Assis, como dito acima, foi o primeiro grande escritor moderno em língua portuguesa, e é tradicionalmente o maior que o Brasil já teve. Parece-me impossível, portanto, que o placar não fique 2 a 0. Mas Tchecov é o pai do conto moderno, um mestre. Se Machado é o melhor escritor brasileiro, isso não faz dele melhor contista que Tchecov. Embora o russo tenha escrito sob a influência de grandes nomes, isso não faz dele menos criativo que Machado. Tchecov é reconhecidamente o mestre do conto, e, mundialmente, fez mais escola que Machado. Um gol para ele é inegável nesse critério: 2 a 1 para Machado.

Eu ignoro o quesito “elaboração linguística”, pois não leio em russo. No seu lugar, eu consideraria a beleza de forma geral. A estética, também a capacidade de trazer no conto uma visão plástica, por trás da qual se esconde, na verdade, o artista. Estamos com dois realistas, trata-se de saber qual realismo é o mais poético. Obviamente, Tchecov. Não tanto pela inaptidão de Machado de Assis com a poesia, mas pela incrível sensibilidade do escritor eslavo, que faz de tudo um personagem. Seus contos têm cores. O que é perspicácia em Machado é sensibilidade em Tchecov. 2 a 2.

Há vários critérios que poderiam se anular entre os autores. Por exemplo, seria tão inútil cobrar do autor russo uma grande percepção do jogo social urbano quanto cobrar de Machado uma atenção refinada da paisagem camponesa – portanto, não digamos que Machado mereceria um gol por ter captado as manhas cariocas. Seria, também, inútil perguntar-se quem diz mais a partir de pouco em seus contos, pois Machado é mestre na técnica da sugestão dissimulada, e Tchecov é especialista em tirar o universo de uma gota d’água – compensam-se, portanto. Seria inútil dar um gol a Machado por sua ironia genial, sendo que se teria de dar outro tanto ao russo por sua fantástica melancolia. Também seria inútil tentar decidir o jogo com um critério baseado no papel do leitor na escrita dos autores, pois, enquanto Machado apela à astúcia do leitor, o papel que se assume lendo Tchecov relaciona-se à criatividade, algo semelhante ao que se dá quando se observa um quadro, uma contemplação que, no entanto, exige que se jogue o jogo; o leitor, em Tchecov, parece-me, é um criador de imagens (essa é impressão que guardo fortemente, o que me fez torcer o nariz quando os juízes concordaram que o contista russo traz as coisas ‘prontas demais’). Acredito, portanto, que os dribles do brasileiro e a categoria do russo configuram uma série de ataques defendidos pelo adversário.

Um empate? Eu poderia dar um gol a Tchecov, nos últimos minutos, por ter morrido aos quarenta e poucos, enquanto Machado teve bastante tempo para errar – de onde concluiria que o contista russo, tendo feito tamanha obra sem o amadurecimento da velhice, teria mais talento; ou pelas condições adversas de sua vida. Mas esse seria um gol anulado. O gol da vitória não deveria ter origem em uma jogada tão desleal com o brasileiro. Também poderia dar um gol a Tchecov simplesmente por preferi-lo, por causa de um padrão literário estritamente pessoal, que “me prende”, mas definir assim subjetivamente a partida seria injusto, e prefiro preservar o pouco que me resta de imparcialidade. Digamos que esse tenha sido um chute na trave.

Então, meu jogo terminaria 2 a 2; Tchecov com um gol anulado e um chute na trave.

Machado de Assis

Antonin Tchecov

Read Full Post »

O Dicionário Filosófico parece uma confortável conversa, sobre os mais diversos temas, com uma mente brilhante. Apesar de ser dito, no prefácio do autor, que não se trata de um livro para ser lido de uma vez só, decidi pegá-lo na íntegra para preservar esse contraste entre assuntos e perceber de maneira mais forte o ecletismo de sua mente genial. Somente por isso, pude perceber que a obra fora escrita na ordem alfabética em que fora editada, o que torna muito divertidas as referências entre um verbete e outro, como esta: É difícil passar das pessoas que se beijam àquelas se devoram (verbete Antropófagos, que vem após o verbete Amor).

Ao contrário do que parece, o Dictionnaire Philosophique não pode ser tomado como uma boa síntese do pensamento voltairiano. Acredito que seus Contos levam muita vantagem no quesito de abrangência de idéias. O Dicionário é mais uma conversa organizada por tópicos, bom para esclarecer dúvidas objetivas, imediatas (como: Voltaire acreditava em Deus? Voltaire era monarquista? etc), mas fraco para formar na mente do leitor uma ideia ampla da visão de mundo do filósofo. Para tanto, os Contos continuam sendo minha primeira sugestão.

Mas é claro que o Dicionário tem seus méritos. O mais importante deles é oferecer ao interessado um leque de respostas a perguntas que ele nem tinha pensado em formular ao autor. O verbete sobre os antropófagos, citado, é um desses exemplos. Também aquele sobre o amor, aquele sobre a beleza, sobre o luxo, sobre inundações e um, notável, sobre crítica literária. Futuramente, eu talvez escreva sobre os que achei mais interessantes. O fato é que essas pautas arbitrárias são questões sobre as quais não há espaço em outras obras do autor. O Dicionário Filosófico é um livro onde se puderam colocar ideias sobre absolutamente qualquer tema, o que permite ver o gênio de Voltaire se debruçar, muitas vezes de modo desleixado, sobre assuntos insólitos. E, não raro, desse acaso saem pensamentos bastante incisivos, coisa característica da sabedoria subversora da época.

No entanto, o Dicionário não é invertebrado. Apesar de os verbetes curiosos serem um atrativo pelo qual já vale a leitura, há aqueles principais, que compõem nitidamente o motivo pelo qual a obra tornou-se uma das mais valorizadas pela posteridade. São eles: Certeza, Destino, Deus, Igualdade, Fanatismo, Idolatria, Liberdade, Religião, Superstição, Tolerância, Tirania. Dentro desses temas de suma importância para o pensamento iluminista, não encontramos, no Dicionário Filosófico, a essência da ideia que deles fazia o século. Encontramos respostas a perguntas pontuais, que, juntas, podem formar um esboço, altamente comprometido, do que seria o pensamento corrente. Comprometido porque, embora Voltaire pretenda, com a obra, um catecismo do esclarecimento, mal consegue um catecismo voltairiano. A enxurrada de ideias que acomete o leitor a cada um desses tensos verbetes não é proporcional à forma pretensamente preceitual da obra. Muitos desses verbetes, como aquele sobre idolatria, fazem uma análise histórica relativamente longa salpicada de veneno anticlerical. Portanto, muitos verbetes são antes ensaios que definições lapidares.

A enxurrada de ideias, porém, revela também conceituações muito hábeis. E, se a escrita ensaística parece imperar em alguns tópicos, em outros o filósofo desenvolve um raciocínio que sabe muito bem de onde parte e onde chega, fazendo uso da lógica corrosiva caracteristicamente sua. Preconceito é uma opinião sem julgamento (verbete Preconceitos); Quase tudo o que está além da adoração de um ser supremo e da submissão íntima a suas ordens eternas é superstição (verbete Superstição). Partindo de definições tais, quase axiomáticas, o filósofo traça seu curso típico e expõe nuas as igrejas cristãs e o carrossel de suas incoerências.

Certamente, esses verbetes mais estrondosos são os que mais chamam atenção. Mas não ocupam, fisicamente, a maior parte do livro. A chamada crítica religiosa é a categoria dominante do Dicionário. Dos 117 verbetes, aproximadamente 45 são bíblicos, e, ademais, são os que consomem maior número de páginas. De qualquer modo, a análise rigorosa, criteriosa, dos fenômenos cristãos estende-se por toda obra, de modo que a pluralidade dos verbetes é um pretexto para se criticar por todos os lados imagináveis a antifilosofia religiosa.

O lado voltairiano menos aceitável ao leitor muito escrupuloso surge então: um tal empenho na crítica bíblica resulta em fortes chicotadas aos judeus em geral. O povo judeu, para Voltaire, era o mais medíocre dos povos. Jamais contribuiu à civilização, sua cultura é uma cópia das circunvizinhas e da grega. Sua ocupação da Palestina é contrária ao direito natural do povo filisteu. Jamais colaborou ao desenvolvimento dos Estados senão por meio de empréstimos usurários. O ataque mordaz aos judeus e à cultura judaica atravessa toda obra. Com isso, costuma-se posicionar Voltaire entre os pais do antissemitismo moderno. A tal afirmação, eu responderia: ‘Com certeza Voltaire não gostava de judeus – é preciso ser cego para não vê-lo. Mas seu pensamento não tem relação confiável com as doutrinas antissemitas posteriores, porque Voltaire jamais falou em nome da perseguição; fazê-lo seria abrir mão do núcleo de sua filosofia: a tolerância. Então, apesar de toda crítica ao povo judeu, o filósofo nunca deixaria de achar absurda sua perseguição’.

Apenas mais uma curiosidade. O artigo Igualdade traz o raciocínio de que (literalmente) o gênero humano, tal como é, não pode subsistir a menos que haja uma infinidade de homens úteis que nada possuem, para chegar à conclusão de que a igualdade é, ao mesmo tempo, a coisa mais natural e a mais artificial do mundo. Marx, parece-me, é grande tributário de Voltaire.

Edição: Dictionnaire Philosophique. Éditions Garnier Frères, Paris, s/d. Com introdução, variantes e notas pelo intrometido Julien Benda.

 

Jean-Baptiste Le Vachez, L'homme unique a tout age. 1778.

Read Full Post »

Aqui um pequeno texto de Paul Hazard sobre a revolta de Lessing contra o classicismo francês, durante a curta existência de seu periódico Dramaturgia (1767 – 1769). O autor de Laocoonte considerava o teatro francês uma subversão das regras aristotélicas, o que fazia dele uma mentira, um disparate – ele não existia. Fria, artificial, convencional, a tragédia clássica, no entanto, nunca morria. Quando o Teatro de Hamburgo teve, por falta de repertório alemão e, quem sabe, por necessidade de dinheiro, de recorrer aos clássicos franceses, Lessing, guia e crítico literário do teatro, procurou expor todas as razões pelas quais o equívoco chamado teatro francês não deveria ser aplaudido. Não satisfeito em combater Voltaire, que era quem mais fazia sucesso então, ergueu-se contra um dos mais importantes pilares da cultura francesa – Corneille. Ao inventor da tragédia francesa, o crítico opunha Shakespeare. A guerra contra o gênio francês era como que a de um jardim selvagem contra um knot garden.

Jean-Antoine Watteau, L'amour au théâtre français.

Read Full Post »

Ontem acabou a edição do seminário semestral de História da Arte do MARGS. Vimos a passagem do século XIX para o século XX, as diversas manifestações de algo como um espírito de época que compreendeu parte da pintura, da literatura, da arquitetura e das demais artes desde, meados do XIX até 1914. Especificamente, foi algo que aconteceu entre o impressionismo e o modernismo, que floresceu como a face estética das utopias do tempo, partindo dos pré-rafaelitas e alcançando o ápice no art nouveau. O que posso dizer é que dificilmente verei reunião de belezas tão perfeita como a que vi nesse estudo desprendido e confortável. O próximo será sobre o vanguardismo do século XX – terei de engolir a seco meus preconceitos e aprender a gostar de arte moderna.

Da poesia, vimos Rimbaud, Mallarmé, Verlaine, Kaváfis, entre alguns outros. Terminamos o semestre com uma sequência estonteante de Emily Dickinson. Da arquitetura, vimos Le Duc, Gaudí, Van der Welde e outros de que agora não me recordo. Da pintura, vimos tantos que seria impraticável listar. Escondido entre dois movimentos de muito maior projeção posterior, esse momento simbolista parece um vale de flores.

Aqui em baixo, as sete obras analisadas na última aula, que precederam encantos de Dickinson:

Klimt, A Esperança. 1903.

Klimt, Dánae. 1908.

Van der Velde, Casa Otlet. 1900.

Gaudí, Casa Milá. 1907.

Moreau, Édipo e a Esfinge. 1864.

Moreau, Salomé. 1876.

Munch, Meninas no Jetty. 1903.

Read Full Post »

Safo

O ritmo de postagem anda lento. É porque estou com preguiça de escrever sobre as coisas que li e porque as obras que estou lendo, agora que o semestre finalmente acabou, são grandinhas. Enquanto isso, deixo cinco Safos românticas em reverência à primeira poetisa.

Sir Lawrence Alma-Tadema, Sapho and Alcaeus, 1881.

Jacques-Louis David, Sapho et Phaon, 1809.

(atribuído a) Antoine-Jean Gros, Sapho à Leucate, s/d.

Charles Mengin, Sapho, 1877.

Gustave Moreau, Sapho tombant, s/d.

Read Full Post »